There must be more to life than this

There must be more to life than this

How do we cope in a world without love

Mending all those broken hearts

No intuito de aplacar teu mau humor matinal e ver um sorriso seu às seis da manhã, acordo mais cedo só para te fazer um bilhetinho e colocá-lo ao lado da cafeteira:

"Você é fútil e tua dor é poesia comparada com a tragédia do mundo, no entanto, acho-te mais atraente que um tango argentino dançado, por bailarinos profissionais, aos pés da Torre Eiffel."

Tenha um ótimo dia, meu bem. Eu te amo mais que as flores amam a fotossíntese.

Com amor,

Manoela.

vou te colocar de melodia
do alarme das seis
pra ver se enjôo de você
de vez.

Em um dia qualquer, em uma manhã de Domingo, descobrirei que ser livre é não se importar nem mesmo com a liberdade.
— (via thesameday)
Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos repare. Primeiro você riu, eu gargalhei e nós casamos. Depois eu li, você ouviu e, nus, transamos. Por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. Você só parece amar quem pisoteia nos seus sonhos, quem tapa os seus sorrisos com lágrimas, quem lhe abandona sem roupa, sem mundo, sem beijo. Veja só: As Meninas na corte do rei parecem cortejar o seu coração. Corta a cena: seu azar foi ter vivido Cem anos de Solidão em uma única relação. Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.
Eu me chamo Antônio.

nenhuma das minhas parcelas me define por completo, mas todas elas dizem algo verdadeiro e fundamental sobre mim.